Entre as emissoras citadas por propina; Globo, Fox, Televisa e Media Pro aparecem em depoimento de ex-executivo de marketing; Alejandro Burzaco falou à Justiça americana, em NY.

 

A Globo se defendeu, na noite desta terça-feira, 14, de ter pago propinas pelo argentino Alejandro Burzaco, ex-executivo da empresa de marketing esportivo Torneos y Competencias.  Além da emissora brasileira, outras emissoras citadas por propina; Fox, dos Estados Unidos, Media Pro, da Espanha, e Televisa, do México, aparecem no depoimento. As empresas de intermediação esportiva Traffic, do Brasil, e a Full Play, da Argentina aparecem na fala de Burzaco.

 

Burzaco também mencionou altos executivos da Confederação Sul-Americana de Futebol, a Conmebol. Entre os citados: dois ex-presidentes da CBF, José Maria Marin e Ricardo Teixeira, e o atual presidente, Marco Polo del Nero. Em depoimento feito em Nova York, no julgamento do caso Fifa pela Justiça dos Estados Unidos, Burzaco mencionou parcerias com empresas de mídia (emissoras citadas por propina) e alegou que elas pagaram propina para dirigentes.

 

Diante da acusação, a Globo afirmou, em todas as suas plataformas jornalísticas, entre elas, o Jornal Nacional, que não tolera propinas. Em nota, lida após a exibição da reportagem sobre o caso, a emissora afirma “que após mais de dois anos de investigação, não é parte nos processos que correm na Justiça americana”.

 

O Grupo Globo se colocará plenamente à disposição das autoridades americanas para que tudo seja esclarecido. Para a Globo, isso é uma questão de honra. Os nossos princípios editoriais nem permitiriam que fosse diferente. Mas o Grupo Globo considera fundamental garantir aos leitores, aos ouvintes e aos espectadores que o noticiário a respeito será divulgado com a transparência que o jornalismo exige”, diz a nota.

 

No caso da Fox, Burzaco apontou que o ex-CEO da Fox Pan American Sports, James Ganley, assinou um contrato falso em janeiro de 2008 para esconder um pagamento. Terri Hynes, porta-voz da Fox, disse à Reuters que o grupo não falará sobre o tema. A declaração do executivo compõe o processo em que Marin é julgado nos Estados Unidos por casos de corrupção. Com ele, estão Juan Manuel Napout, ex-presidente da Conmebol e da Federação Paraguaia, e Manuel Burga, ex-presidente da federação peruana de futebol. Em nota, a Fox afirmou que as alegações são falsas e que ela “não detinha qualquer controle operacional sobre a entidade comandada por Burzaco. Esta era uma subsidiária da Fox Pan American Sports que, em 2008, na época do contrato em questão, tinha como controlador majoritário uma firma privada e portanto estava sob sua gestão e controle operacional.” Media Pro, Televisa, Traffic e Full Play não falaram sobre o assunto.

 

O escândalo de corrupção na Fifa veio à tona em maio de 2015 quando autoridades policiais da Suíça conduziram uma operação em Zurique, para prender executivos do futebol que se reuniam para um evento da Fifa. Os dirigentes estavam na mira de uma investigação do FBI, a polícia federal americana, que os acusava de corrupção generalizada nas últimas duas décadas, especialmente envolvendo escolha das sedes da Copa do Mundo em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar). As prisões foram decretadas por uma corte federal do Brooklyn, Nova York, que informou em comunicado que os valores desviados no esquema seriam de até US$ 150 milhões.

 

Texto original de  Luiz Gustavo Bacete do Meio e Mensagem

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou 4.319 ações de fiscalização no terceiro trimestre do ano, das quais 61% foram para interromper o funcionamento de prestadores de serviços de telecomunicações ou rádios piratas.

 

Os dados foram revelados nesta segunda-feira, 13, pela autarquia. Entre as rádios piratas fechadas estava uma no Rio de Janeiro cujo sinal causava interferência nas comunicações do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, diz a agência.

 

A rádio pirata provocava interrupções intermitentes na comunicação da Torre de Controle com os aviões, na rota de aproximação do Aeroporto. A operação da Anatel foi realizada na parte alta do Morro da Pedreira, um dos locais mais perigosos do Rio, na Zona Norte. Participaram do fechamento, também, agentes a Polícia Federal e da Polícia Militar.

 

Na batida, os agentes da Anatel encontraram outra rádio pirata, que também foi fechada. Os equipamentos foram apreendidos e os responsáveis conduzidos para a Superintendência da Polícia Federal.

 

Outras duas rádios piratas também provocaram interferência nas comunicações aéreas no estado do Rio de Janeiro, uma localizada em Angra dos Reis e outra em Campos dos Goytacazes. As duas foram desativadas pelos fiscais da Anatel e consideradas de alto risco. Os equipamentos das rádios foram apreendidos e, segundo a agência, as interferências resolvidas.

 

 Operações de fiscalização

Do total de fiscalizações, 2.187 não estavam previstas no planejamento da Agência, sendo que a maior parte estava relacionada às atividades clandestinas de telecomunicações, 25% ao uso irregular do espectro, e 14% à outorga (características técnicas como potência, frequência e antena).

 

Em relação às ações previstas e realizadas, 599 foram definidas como prioritárias pelo Conselho Diretor da Agência. Entre elas, 224 ações relativas às relações de consumo, e outras 150 fiscalizações de prevenção de risco a vida, a exemplo da interrupção da interferência no Galeão.

 

Mais 133 fiscalizações foram relativas à expansão das redes de banda larga no Brasil. Desde dezembro de 2016, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes devem ter cobertura 4G de acordo com o Edital de licitação da Anatel. E, até dezembro deste ano, todas as cidades com mais de 30 mil habitantes também deverão oferecer o serviço de redes 4G.

 

Com informações do Telesíntese

Depois de adiarem duas vezes o cronograma de desligamento do sinal analógico de TV da capital mineira e regiões próximas, está marcada para o dia 22 de novembro a interrupção definitiva do sinal analógico e adoção do novo sistema de sinal digital dos canais abertos de TV em Belo Horizonte.

 

O desligamento do sinal analógico de TV deveria ter ocorrido em julho desse ano, em conformidade com o calendário publicado pelo Ministério das Comunicações. Mas houve remarcação de nova data ontem (8).

 

Acontece que o Instituto Kantar Ibope fez uma pesquisa com os belo-horizontinos entre os dias 24 de outubro e 4 de novembro e chegou à conclusão de que 11% dos lares da cidade ainda não dispunham de acesso ao novo sinal digital de televisão.

 

Segundo a Lei federal, é necessário um mínimo de 93% de casas de uma determinada cidade com capacidade de receber o novo sinal para que as emissoras possam realizar o desligamento  do sinal analógico de TV para aquela população.

 

Quem optou por uma nova postergação do prazo foi o próprio Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), às vésperas da data acordada após postergação feita em julho. A decisão determinou o dia 22 de novembro como suficiente para que mais famílias adequem seus aparelhos ao sinal digital e não vai contar com nova pesquisa pelo Kantar Ibope, pois a expectativa é de que em duas semanas se conquiste o mínimo de 93% de lares com acesso ao novo sistema, uma vez que, para isso, restam apenas 0,7% de famílias sem acesso ao sinal digital.

 

A adaptação para receber o novo sistema requer uma antena UHF e aparelho televisor que tenha receptor digital, o que é comum em todos os aparelhos produzidos a partir de 2010. Há também a opção de instalar um conversor digital nos aparelhos antigos. Esse conversor pode ser comprado por menos de R$ 100 e está sendo distribuído pelo Governo de forma gratuita às famílias inscritas nos programas sociais públicos.

 

Outras cidades

O Gired informou ainda que cidades do interior paulista terão o sinal analógico desligado em 29 de novembro e as capitais sulistas vêm logo em seguida, com desligamento programado para 31 de janeiro do ano que vem.

 

Outro anúncio do Gired é a antecipação do cronograma de desligamento do sinal analógico em Boa Vista (Roraima), Macapá (Amapá), Palmas (Tocantins), Porto Velho (Rondônia) e Rio Branco (Acre), que deveria ocorrer, segundo cronograma do Ministério das Comunicações, em 28 de novembro de 2018, mas passará a ser feita em 31 de janeiro, com o intuito de não coincidir com as propagandas televisionadas dos partidos eleitorais para a eleição de 2018.

 

Com informações do Canaltech

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá uma audiência na próxima quinta-feira, 9, para debater a possibilidade e a necessidade de criação de um conselho para a fiscalização do tempo de exposição de candidatos em rádio e televisão. Foram convidados para debaterem sobre o tema o jurista francês Jean-Philippe Rivaud, o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Paulo Tonet, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e o diretor executivo da ONG Transparência Brasil, Manoel Galdino.

 

A presença do jurista francês é para explicar a experiência do país, em que um conselho fiscaliza aparições de candidatos na televisão e no rádio. A audiência foi proposta pelo ouvidor do TSE, o juiz federal Ali Mazloum, e aprovada pelo presidente da Corte eleitoral, Gilmar Mendes, que fará a abertura.

 

De acordo com o ouvidor, o primeiro ponto em relação ao tema é debater se é necessário ou não algum órgão de controle. Ali Mazloum diz que há a preocupação principal é em relação a cidades menores e regiões em que candidatos têm relação com meios de comunicação.

 

“O que não tem normatização é a programação normal de notícias. Nesses rincões é que eles acabam privilegiando determinados candidatos de um grupo. E cada juiz eleitoral da cidadezinha, como não tem normatização, acaba decidindo de uma maneira, e outro de outra”, disse o ouvidor do TSE, esclarecendo que as propagandas eleitorais gratuitas não farão parte da discussão.

 

Questionado sobre quais são esses rincões e esses grupos dominantes, Ali Mazloum disse, sem dar nomes, que “em determinadas cidades e regiões há pessoas que detêm concessões de meios de comunicação e têm a mídia na mão, e eles acabam, às vezes, interferindo de forma não muito republicana no resultado de uma eleição”.

 

Segundo o ouvidor do TSE, a ideia é que esse órgão hipotético se destine a “resolver eventuais conflitos entre candidatos”. “Como não tem legislação específica, então às vezes o candidato que se sente prejudicado entra com reclamação na justiça da cidade dele. Como não tem normatização, cada juiz decide de um maneira, e depois através dos recursos, quando o tema chega ao TSE, já não é possível resolver, é fato consumado praticamente. É isso que hoje ocorre. Talvez esse órgão, talvez, pudesse encontrar um caminho”, disse.

 

“A gente está pensando não numa eleição presidencial como a de 2018, porque as concessionárias tem uma autorregulação, as emissoras, jornais, rádios, os grandes seguem as regras da imparcialidade direitinho, não é isso que motivou essa vontade de debater o tema. A gente está pensando eleições no Brasil afora. Agora, é claro que é um órgão que, se tiver problema numa cidade maior, ele vai servir para isso, e a composição dele inclusive”, disse.

 

A composição do possível órgão, caso viesse a ser criado, também teria de ser discutida. “Eu estou imaginando, mas não estou dizendo isso, que poderia ser algo como o CNJ, com pessoas de fora. Poderiam ser pessoas até representantes das concessionárias. Representantes da classe política, pode ser uma composição eclética”, disse o ouvidor do TSE.

 

O ouvidor disse que, além deste tema, existe interesse na realização no TSE de audiências públicas sobre outros assuntos, como reforma política, “com base na lei de acesso à informação, que recomenda que se façam audiências”.

 

Com informações do UOL. Texto original aqui.

A TV digital está chegando. Em breve, o sinal analógico será desligado em BH e mais 38 municípios mineiros. E não é preciso investir muito para conseguir uma boa qualidade de som e imagem. Tem gente que instalou a TV digital até dentro do carro.

 

O motorista Rodrigo Ferreira já percebeu que TV digital não é apenas som e imagem de qualidade, é modernidade. Enquanto espera os passageiros, ele acompanha a programação dentro do carro, em um aparelho acoplado ao retrovisor. Isso só é possível pelo fato do sinal digital chegar em qualquer lugar.

 

O som é maravilhoso. É integrado ao som do carro.

 

A tv digital está chegando à capital mineira, Belo Horizonte, e outros 38 municípios que estão em contagem regressiva para o desligamento do sinal analógico, marcado para a próxima quarta-feira (8).

 

De acordo com a última pesquisa publicada pelo Ibope em 11 de setembro, a digitalização em Minas Gerais estava em 81%. O índice demonstra que os esforços para preparar a população para receber o sinal digital estão dando certo, mas as emissoras ainda são a grande preocupação. Até 23 de outubro, grande parte das TVs das cidades que serão desligadas ainda não estavam prontas para transmitir o sinal digital.

 

O diretor geral da ABERT Luis Roberto Antonik explica que a digitalização das emissoras exige enorme esforço de engenharia e grandes investimentos de capital.

 

Como muitas retransmissoras são de propriedade de prefeituras municipais, a maioria dessas não tem nenhum dos dois requisitos necessários – engenharia e capital – para a transmissão do sinal digital”, explica Antonik.

 

Quase 480 mil kits digitais, com conversor, controle, cabos e antena, estão sendo entregues às famílias beneficiárias de programas sociais do governo federal em Minas Gerais.

 

Feirão e Patrulha Digital

Até o último domingo (5), shoppings da região estiveram com o Feirão Digital, evento promovido para estimular a compra de kits digitais a preços competitivos e melhores condições de parcelamento para a população: Shopping Itau Power, em Contagem, Partage, em Betim, Boulevard e Del Rey, ambos em Belo Horizonte.

 

A Patrulha Digital também está trabalhando a todo vapor. Os voluntários estão percorrendo os bairros dos municípios mineiros com o caminhão da TV digital e visitando as casas para auxiliar na instalação das antenas e conversores. A ação continua até terça-feira (7).

 

Com informações da Abert

Objetivo da parceria entre a ABERT e a AMIRT

 

Com o intuito de solucionar diversos problemas que envolvem a divulgação de campanhas do governo federal pelas rádios e agências de publicidade, a Associação Mineira de Rádio e Televisão (AMIRT) e a ABERT selaram, na semana passada, um acordo que fortalecerá as emissoras na captação de publicidade e também na comprovação da documentação necessária, exigida pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), responsável pelas veiculações governamentais.

 

Entenda o caso

 

Por causa da enorme quantidade de documentos e burocracia, as emissoras independentes e, em especial as menores, encontram grandes dificuldades em receber publicidade realizada pelo governo federal. Preocupadas com suas associadas, a ABERT e a AMIRT ajudarão na conferência dos documentos, habilitação e credenciamento das rádios junto à SECOM, quando o assunto envolver propagandas dos ministérios, Caixa, Petrobras e Banco do Brasil.


O processo tem duas partes: na primeira, uma vez ao ano, as emissoras apresentam documentos de regularidade fiscal, societária e tributária, habilitando-se junto à SECOM. Depois, toda vez que a SECOM realiza uma campanha usando a rádio habilitada, mais documentos são exigidos e, finalmente, os documentos de cobrança.


Atualmente, a AMIRT já realiza esse trabalho com as agências do Estado de Minas Gerais. A partir do acordo com a ABERT, o objetivo é expandir sua atuação com os publicitários de Brasília.


Convênio entre a ABERT e a AMIRT

 

O convênio tem como objetivo assessorar as rádios com a documentação, possibilitando às emissoras distantes de Brasília desobstruir todo o processo entre o governo federal e as rádios.

 


As tratativas da parceria foram feitas pela coordenadora administrativa da AMIRT, Lilian Medina, pela assessora de publicidade e relacionamento com o governo federal, Gabriela Pessoa, e pelo advogado Rodolfo Salema, ambos da ABERT.


Durante as discussões, foi ressaltada a importância de as emissoras comprovarem a documentação e enviarem os dados corretamente. “As emissoras só recebem o dinheiro após a comprovação da veiculação da campanha junto às agências, bem como depois que todos os dados estejam corretos, isso para que as rádios e a agência consigam receber pela campanha,” afirma Medina.


A parceria entre a AMIRT e a ABERT favorecerá todas as rádios do estado. “Vai beneficiar tanto a emissora, quanto mostrar o papel de apoio associativo da ABERT e da AMIRT. Acredito que essa ação vai valorizar mais o meio rádio, de modo que essa importante mídia possa cada vez se valorizar”, ressalta Pessoa.


AMIRT, primeira associação a realizar a parceria com a ABERT

 

A iniciativa da parceria veio do presidente da AMIRT, Mayrinck Júnior, um executivo preocupado com a constante melhora das receitas das emissoras de rádio.


A expectativa é que o projeto seja estendido a todas as entidades estaduais que manifestarem interesse. “O trabalho conjunto entre as associações serve para todos crescerem no veículo rádio,” afirma Mayrinck.


Durante as discussões, a ABERT explicou que as emissoras classificadas no sistema Mosaico da Anatel (software que controla as emissoras de rádio) como C3, que recentemente migraram do AM para o FM, e C7, que estão em processo de renovação de outorga, terão direito à negociação junto à SECOM.


Para obter esse benefício é preciso que as emissoras sejam associadas à AMIRT e à ABERT.

 

Segundo o diretor geral da ABERT, Luis Roberto Antonik, em breve, esse serviço será oferecido às demais associações estaduais interessadas.

 

Com informações da Abert

Powered by themekiller.com